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 GNR destaca números trágicos durante Operação Natal/Ano Novo [2026-1-6] [topo][voltar][alterar][eliminar][partilha]
Depois dos dados da PSP desta manhã, na antena da SIC Notícias, a GNR faz o balanço final dos números da operação Natal e Ano Novo 2025/2026 com dados provisórios entre o período de 18 de dezembro e 4 de janeiro. Às 10 vítimas mortais registadas pela PSP, a GNR soma mais 28 resultando num total de 38 mortos nas estradas portuguesas nas últimas semanas.
O tenente-coronel Pedro Barrete, da GNR, destaca os "números trágicos" nas estradas nacionais dando conta de que em 18 dias de operação registaram 3.584 acidentes, que somados aos números da PSP (2.499) resultam num total de 6.083 sinistros nestas semanas. Destes acidentes, além das 38 vítimas mortais, registam-se 127 feridos graves (91 registados pela GNR e 36 pela PSP) e 1.643 feridos leves.
No âmbito da fiscalização rodoviária, destacam-se 145.223 condutores fiscalizados, dos quais, 1.448 conduziam com excesso de álcool e, destes, 741 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Foram ainda detidas 262 pessoas por conduzirem sem habilitação legal.
Das 19.778 infrações registadas, a maioria é por excesso de velocidade (3.081), seguida de excesso de álcool (707), falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças (506), uso do telemóvel durante condução (478), falta de inspeção periódica obrigatória (2.931) e falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório (828).
À SIC, o tenente-coronel aponta ainda uma diminuição dos feridos leves, tendo a guarda registado "926 feridos leves, menos 46" do que no ano anterior. Aponta ainda que se deram "mais acidentes, mais feridos graves e, infelizmente, mais vítimas mortais também".
"A tendência não deveria ser esta, porque andamos a falar de prevenção de quadras festivas há muitos, muitos, muitos anos", afirma.
Quanto às vítimas mortais, Pedro Barrete destaca que das 38, 23 registaram-se no período de Ano Novo, sendo que "só na sexta-feira e sábado tivemos oito vítimas mortais, portanto, quatro em cada dia".
À semelhança da PSP, o tenente-coronel da GNR lamenta que estes números se mantenham elevados quadra após quadra apesar das ações de sensibilização das autoridades.
in sítio da SIC Notícias
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| Japão reduz limite de velocidade para 30 km/h [2026-9-2] [topo][voltar][alterar][eliminar][partilha]
A medida abrange cerca de 870 mil quilómetros de estradas com menos de 5,5 metros de largura, o equivalente a aproximadamente 70% da rede rodoviária geral do país.
Conduzir nas estreitas ruas residenciais japonesas vai passar a exigir ainda mais cautela. O Governo do Japão reduziu de 60 km/h para 30 km/h o limite de velocidade em grande parte destas vias, numa tentativa de diminuir o número de atropelamentos e acidentes graves envolvendo peões, sobretudo crianças e idosos.
Segundo o The Guardian, a nova regra entrou em vigor esta terça-feira e aplica-se a ruas sem linha central e sem sinalização específica de velocidade, um cenário comum nas cidades japonesas, onde muitas vias residenciais são estreitas, não têm passeios e obrigam peões, ciclistas e automóveis a partilhar o mesmo espaço.
in sítio da SIC Notícias (extrato da notícia)
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| Franceses querem travar condução autónoma da Tesla na Europa [2026-7-26] [topo][voltar][alterar][eliminar][partilha]
A aprovação do sistema FSD Supervised (Full Self-Driving Supervised) da Tesla para as estradas europeias continua longe de reunir consenso. Depois de os Países Baixos, a Bélgica, a Dinamarca, a Estónia e a Lituânia terem dado luz verde à tecnologia, a França passou a integrar o grupo de países que se opõem à sua aprovação.
Numa declaração em vídeo, Philippe Tabarot, ministro dos Transportes francês, manifestou reservas quanto ao sistema e defendeu que este não deve ser aprovado na sua forma atual, citando razões de segurança.
“Em França acreditamos que, embora este sistema traga uma série de avanços tecnológicos, as compensações em termos de segurança ainda não são suficientes para justificar a autorização na sua forma atual”, declarou o ministro.
É necessário o voto favorável de pelo menos 15 dos 27 estados-membros para o sistema ser aprovado na União Europeia.
Para além da França, também a Administração Sueca dos Transportes (TRV) pronunciou-se contra o sistema, alegando preocupações de segurança, nomeadamente por o sistema permitir ao condutor definir uma margem acima do limite legal de velocidade.
Outros países nórdicos, como a Finlândia e a Noruega, expressaram reservas semelhantes, ainda que sem assumir uma posição tão categórica. Recorde-se que para que o sistema seja aprovado a nível europeu, é necessário o voto favorável de pelo menos 15 dos 27 estados-membros, representando no mínimo 65% da população da União Europeia.
Elon Musk, diretor-executivo da Tesla, reagiu na rede social X, escrevendo que “atrasar a aprovação do FSD em França vai custar vidas”.
O que é o FSD Supervised?
O FSD Supervised é um sistema avançado de assistência à condução de Nível 2. Apesar da designação “Full Self-Driving” não é um sistema de condução 100% autónoma (Nível 5) e o condutor continua a ser responsável pelo veículo em todos os momentos e deve estar preparado para retomar o controlo imediatamente.
Para isso, o sistema recorre às câmaras exteriores do veículo e à inteligência artificial para controlar a direção, a travagem e a aceleração. É capaz de circular em ambiente urbano, lidar com cruzamentos e efetuar mudanças de via, enquanto uma câmara interior monitoriza continuamente a atenção do condutor.
Os Países Baixos foram o primeiro país a homologar este sistema, concedendo a aprovação após mais de 18 meses de testes extensivos, tanto em pista como em via pública. Caso o sistema venha a ser rejeitado a nível europeu, as aprovações nacionais já concedidas serão revogadas.
Em Portugal, os modelos da Tesla continuam a ser comercializados com a opção “Capacidade de Condução Autónoma Total”, um sistema diferente do FSD Supervised. Exige que o condutor mantenha as mãos no volante e limita-se a funções como navegação assistida em autoestrada, estacionamento automático e reconhecimento de sinais de trânsito.
in sitio Razão Automóvel
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| Bruxelas recua na proibição de carros a combustão em 2035 [2025-12-17] [topo][voltar][alterar][eliminar][partilha]
A Comissão Europeia recuou na proibição total de venda de carros a combustão a partir de 2035, ao atenuar as metas de emissões, mas ainda assim limitando a venda de automóveis mais poluentes.
Segundo anunciado esta terça-feira, a partir de 2035 os construtores automóveis têm de “cumprir um objetivo de redução de 90% das emissões de escape, ao passo que os restantes 10% de emissões terão de ser compensados através de dois mecanismos de compensação que contemplem a utilização de aço de baixo carbono fabricado na União e a redução efetiva das emissões dos combustíveis sintéticos e biocombustíveis colocados no mercado durante um ano específico”. Ou seja baixa-se o objetivo de emissões zero para redução de 90%. O que, na prática, significa que vão continuar a poder vender-se carros a combustão além dessa meta. Mas a Comissão Europeia garante que não está a a pôr em causa o objetivo climático, garantiu o vice-presidente da Comissão Europeia, Stéphane Séjourné.
Nas palavras da Comissão Europeia, “a proposta permitirá que os híbridos recarregáveis (PHEV), os extensores de autonomia, os híbridos ligeiros e os veículos com motor de combustão interna continuem a desempenhar um papel para além de 2035, para além dos veículos totalmente elétricos (EV) e a hidrogénio”.
A Comissão Europeia aligeirou, por outro lado, a meta de redução de emissões de CO2 nos veículos comerciais ligeiros elétricos, passando de 50% para 40% em 2030. E nos veículos pesados Bruxelas propõe, agora, que os fabricantes recolham mais créditos de emissões nos anos anteriores a 2030.
As reduções de emissões de gases com efeito de estufa com combustíveis sintéticos e biocombustíveis serão contabilizadas como créditos para os fabricantes continuarem com combustão. “Estes créditos de combustível podem contribuir até 3% para o objetivo de referência de 2021”, indica Bruxelas. Por outro lado, a utilização de aço de baixo carbono fabricado na União nos veículos pode contribuir com até 7% dos objetivos de referência para 2021.
E por fim os pequenos automóveis elétricos a preços acessíveis que venham a ser fabricados na União Europeia serão considerados “supercréditos”, “em vez de serem contabilizados como 1 serão contabilizados como 1,3, o que incentivará a produção desses pequenos veículos elétricos fabricados na UE”.
A Comissão Europeia salienta que, com uma redução da produção anual de automóveis de 3 milhões e das vendas de automóveis pequenos de 1,6 milhões nos últimos seis anos, “a revitalização deste segmento e o apoio à adoção de veículos elétricos fabricados na UE apoiarão a produção e o emprego na UE e tornarão a mobilidade elétrica mais acessível para os cidadãos europeus”. Em Portugal, a Autoeuropa vai passar a produzir o elétrico ID Every1, um carro que se pretende de entrada de gama, com preço antecipadamente apontado aos 20 mil euros, a partir de 2027.
Estas alterações europeias são vistas como uma cedência em particular à Alemanha, Itália e França, numa semana em que a Volkswagen fechou pela primeira vez na sua história de 88 anos uma fábrica na Alemanha. Apesar disso, a Comissão Europeia garante que mantém o objetivo de neutralidade climática até 2050. Para Bruxelas, “o pacote apresentado mantém um forte sinal de mercado para os veículos com nível nulo de emissões”, no entanto salienta que “o setor automóvel tem sido fundamental para a força industrial da Europa durante décadas, sustentando milhões de postos de trabalho e impulsionando a inovação tecnológica”.
A proposta irá agora entrar em processo de negociação com o Parlamento Europeu e com o Conselho da União Europeia.
Em Portugal, a ACAP (Associação Automóvel de Portugal) diz que a indústria já vinha a exigir o cumprimento de metas com uma maior flexibilidade. “Tal como era esperado, e a Indústria Automóvel vinha a exigir, a Comissão regressou ao princípio que defendemos logo em 2019, da designada neutralidade tecnológica. Ou seja, permitir o cumprimento de metas com uma maior flexibilidade. Os Construtores de Automóveis, não podem correr o risco de pagar milhões de euros de penalização, por não atingirem as metas rigorosas definidas por Bruxelas”, diz em comunicado a ACAP, realçando que “os construtores de automóveis investiram centenas de milhões de euros na mobilidade elétrica e colocaram no mercado mais de 300 modelos de veículos eletrificados. Não pode, por isso, existir qualquer dúvida quanto ao seu compromisso neste tipo de mobilidade”, salientando que, no entanto, “é ainda necessário alargar a rede de carregamento assim como introduzir uma verdadeira política de incentivo à mobilidade elétrica”.
Já a associação ambientalista Zero contesta esta medida, dizendo que “enfraquece significativamente” os compromissos da União Europeia em matéria de saúde pública e de descarbonização do transporte rodoviário, e considera que se trata de “um dos maiores retrocessos nas políticas ambientais da UE nos últimos anos”, segundo a Lusa.
O pacote automóvel anunciado esta terça-feira não é apenas de revisão das metas de emissões de CO2, mas também um plano para simplificação da indústria automóvel e uma diretiva para as frotas profissionais. Por fim foi ainda aprovada um booster para as baterias elétricas. A estratégia para as baterias passa por cinco eixos: financiamento, acesso aos materiais críticos, aperto às condições para investimento estrangeiros, apoios à procura e aceleração de inovação. Haverá 1,8 mil milhões de euros para este booster, sendo 1,5 mil milhões financiamento para os produtores europeus sob a forma de empréstimos sem juros.
in jornal Observador
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| Autoeuropa com primeira mulher a assumir direção [2025-12-8] [topo][voltar][alterar][eliminar][partilha]
Mudança histórica na Autoeuropa: Anabel Andión Lomero assume a direção da fábrica de Palmela e Thomas Hegel Gunther segue para Wolfsburg.
A Volkswagen Autoeuropa entra em março com uma transformação marcante na sua liderança. Anabel Andión Lomero será a nova diretora executiva e responsável máxima pela fábrica de Palmela, tornando se a primeira mulher a ocupar o cargo desde a instalação da unidade industrial no país.
A nomeação representa um momento relevante para a empresa e para o setor automóvel nacional, ao introduzir uma nova direção num dos maiores polos industriais de Portugal. A partir de 1 de março, a nova responsável inicia funções numa fase considerada estratégica para a fábrica, reforçando a posição da Autoeuropa na produção de veículos para o mercado internacional.Por sua vez, Thomas Hegel Gunther deixa Palmela para integrar a sede da marca em Wolfsburg, onde irá desempenhar funções como diretor de Planeamento e Tecnologia de Produção da Volkswagen Passenger Cars. A mudança sinaliza uma reorganização interna que procura alinhar a operação portuguesa com as orientações globais do grupo.
A transição decorre de forma natural na estrutura da empresa e reforça a relevância da Autoeuropa dentro da Volkswagen, mantendo Palmela como uma das unidades industriais de referência da marca a nível europeu.
in Diário do Distrito
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